O Dia Nacional de Combate à Tortura foi instituído para fazer memória da data de 14 de julho de 2013, quando o pedreiro Amarildo, morador da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, foi detido por policiais militares, torturado e morto. Seu corpo nunca foi encontrado. Não se trata de um episódio isolado. E nos alerta sobre o dever de todos – governantes e cidadãos – de nos empenharmos para que os que devem combater crimes não os cometam. A Comissão Nacional da Verdade listou 191 mortos e 243 desaparecidos no período da ditadura empresarial-militar iniciada com o golpe de 1964. O respeito à dignidade de cada ser humano, independentemente de sua condição social ou cor da pele, deve ser compromisso diário, para construirmos uma sociedade menos violenta.
Chico Alencar, autor de “Brasil Vivo, um guia para a redescoberta do Brasil”, Ed. Vozes - Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

