domingo, 1 de novembro de 2026

A Oração de NOVEMBRO


 

Deus de bondade, Tu que transformas a realidade do mundo com tua presença e faz maravilhas na vida de todos nós, faz-nos enxergar com o teu olhar o mundo que criaste e a testemunhar a santidade que é presente na vida de todos que fomos tocados por tua graça. Dá o repouso aos que já batalharam e trilharam os caminhos deste mundo com dedicação, fiéis a tua Palavra. Concede que não sejamos indiferentes ao clamor dos pobres que gritam por justiça, inclusão e igualdade. Favoreça com teu auxílio, enfim, aos que empenham suas vidas para que teu Reino se estabeleça em toda parte, a fim de que, com os olhares voltados para o novo céu e a nova terra, nossos pés se ponham a caminho, e nossas mãos se tornem servidoras. Amém.

Lucas Moreira Almeida - Vila Velha/ES - Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

sábado, 31 de outubro de 2026

Dia Nacional da Poesia


 

Desde 2015, Carlos Drummond de Andrade, nascido no dia 31 de outubro, em Itabira, MG, foi o poeta escolhido para representar a poesia brasileira. Até então, a data era comemorada no dia 14 de março, nascimento do poeta baiano, Castro Alves. A poesia brasileira é um patrimônio cultural que reúne inúmeros nomes talentosos, reconhecidos e premiados dentro e fora do país. Ela nasce a partir do olhar artístico sobre o mundo e nos convida a vivenciar os mais diversos sentimentos. Está presente em diferentes linguagens, como a literatura, as artes plásticas, a fotografia, o teatro, a dança ou a música. Sobre a poesia, Drummond falou: “Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, mas a poesia (inexplicável) da vida”.

Ana Maria de Andrade - Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Amei isso!


 

Amei isso!
- Do Instagram “Fragmentos - Caderno de Notas”
@fragmentoscadernodenotas
 
Manoel de Barros literalmente me atravessou esta manhã:

Havia uma estrela olhando o quintal.
Não era estrela de céu.
Era dessas que a gente encontra quando alguma coisa insiste em nascer mesmo sem ninguém mandar.
Debaixo dela, os cogumelos fizeram uma multidão.
Não sei se multidão é o nome certo para tanta gente miúda que se encontra sem se conhecer.
Uns chegaram a pé.
Outros não chegaram.

Havia estudante sem dinheiro guardando no bolso o caminho que não pôde fazer.
Havia quem chegasse diante da escolha trazendo consigo o direito de dizer não sem precisar explicar o silêncio.
E havia esforços mil.
Os cogumelos sabem disso.
Crescem juntos como quem protege os seus sem fazer discurso sobre proteção.
Um nasce perto do outro e, de repente, a terra parece menos sozinha.
Depois veio o caracol.

Com sua casinha nas costas, atravessou devagarinho a pedra, o musgo, a manhã.
Parecia um.
Só um.
Mas atrás dele havia a multidão.
Cada qual levando sua pequena casa, seu medo, seu desejo, seu pedaço de chão.
E foi então que compreendi: às vezes somos um porque ainda não conseguimos enxergar quantos somos.
Devagarinho, a gente se encontra.
Devagarinho, a terra se mexe.

Devagarinho, milhões de casinhas fazem caminho.
O Brasil merece vida.
Talvez a vida seja isso: uma estrela acesa no quintal, um cogumelo nascendo ao lado de outro, um caracol que não tem pressa, e uma multidão descobrindo que ninguém caminha sozinho.

Um poema para furar a bolha da Meta. Quem entendeu sabe o que tem que comentar.