
Barrigão!
Buchuda!
Buchão!
Mal ditas as palavras
proferidas na contramão
por uma boca vazia
na ventania daquela manhã de agosto.
Que desgosto!
Que desatino!
Um dia, uma língua atrevida.
No outro, a língua afiada.
Um dia, um olhar desencanta.
No outro, o olhar se agiganta.
Mais tarde, uma língua que desdenha.
Mais cedo, uma língua que mal diz
uma palavra
infeliz.
A mão direita se ergue
e faz sinal de positivo
para aquela boca vazia.
Cá dentro a alma desfalece.
Sandra Medina Costa
[imagem da web]
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