
Eu ainda meninava...
e já ia alto o sol
numa pressa louca
de alcançar o arrebol.
Ainda meninava...
quando a lua no céu
me ninava lá do alto
trazendo medos e sobressaltos.
A pressa do sol em nascer e se pôr
levou logo a meninice
e me trouxe o primeiro amor.
Ser menina, moça, mulher, senhora...
Os sóis da minha vida,
tão rápidos outrora,
arrastam-se agora
na modorra lá fora.
Não há mais pressa,
nem arrebol.
Só a lua continua a meninar,
independentemente da fase
(cheia, nova, minguante, crescente),
não cresce, nem amadurece.
Fica no alto do céu,
suave a ninar a gente.
Sandra Medina Costa
[imagem da web]
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