quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Poema para Minha Mãe

[Imagem grátis Pixabay]


Cor da ternura
Cor da bravura
Cor da formosura
Cor de Mãe

Cor de Maria
Cor da alegria
Cor da poesia
Cor de Mãe

Cor da coragem
Coragem da força
Força do amor
Amor de Mãe!

Sandra Medina Costa

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto


"Nós todos temos um papel a desempenhar. Devemos desenvolver a conscientização contra o esquecimento e a negação."
Audrez Azoulay

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Sobre o costume de comer carne



(Douglas Adams, em “O guia do mochileiro das galáxias - O restaurante no fim do universo”)

[...] Para quem acompanha ou já acompanhou a saga de Arthur Dent, Ford Prefect, Trillian McMillan e Zaphod Beeblebrox em busca do segredo da Vida, do Universo e Tudo Mais, sabe que quando os personagens chegam ao Restaurante no Fim do Universo, algo de muito excêntrico acontece antes de sua refeição:

Um imenso animal leiteiro aproximou-se da mesa de Zaphod Beeblebrox. Era um enorme e gordo quadrúpede do tipo bovino, com grandes olhos protuberantes, chifres pequenos e um sorriso nos lábios que era quase simpático.
– Boa noite – abaixou-se e sentou-se pesadamente sobre suas ancas –, sou o Prato do Dia. Posso sugerir-lhes algumas partes do meu corpo? – Grunhiu um pouco, remexeu seus quartos traseiros buscando uma posição mais confortável e olhou pacificamente para eles.
Seu olhar se deparou com olhares de total perplexidade de Arthur e Trillian, uma certa indiferença de Fort Prefect e a fome desesperada de Zaphod Beeblebrox.
– Alguma parte do ombro, talvez? – sugeriu o animal. – um guisado com molho de vinho branco?
– Ahn, do seu ombro? – disse Arthur, sussurrando horrorizado.
– Naturalmente que é do meu ombro, senhor – mugiu o animal, satisfeito –, só tenho o meu para oferecer.
[...]
– Qual é o problema, terráqueo? – disse Zaphod, que agora observava atentamente o enorme traseiro do animal.
– Eu simplesmente não quero comer um animal que está na minha frente se oferecendo para ser morto – disse Arthur. – É cruel!
– Melhor do que comer um animal que não deseja ser comido – disse Zaphod.
– Não é esta a questão – protestou Arthur. Depois pensou um pouco mais a respeito. – Está bem – disse –, talvez essa seja a questão. Não me importa, não vou pensar nisso agora. Eu só... ahn... (ADAMS, 2010, p. 84-85).
Aqui nós temos uma imagem do trincho da carne verificada anteriormente com Norbert Elias – mas dessa vez, o processo é orientado pelo próprio animal – e temos a repugnância pelo ato de ver o animal ali presente – e ainda vivo! – também apresentado pelo sociólogo alemão.