Anunciação do
Senhor
“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus.” (cf. Lc 1,31)
A festa da
Anunciação recorda a encarnação do Senhor seio de Maria, que dá início a uma
nova história. É interessante notar que Deus não envia o anjo a Jerusalém, ao
Templo, mas à Galileia, uma região desprezada, por ser refúgio de pagãos
descrentes; Ele o envia a Nazaré, uma cidade nunca mencionada no Antigo
Testamento.
Perplexidade
de Maria – Com a anunciação, Maria reflete, dialoga consigo mesma e
com o anjo; por isso, pergunta qual o significado e como tudo aquilo iria
acontecer. Maria não entra em pânico e não se deixa levar pela emoção. Pelo
contrário, demonstra ser uma mulher corajosa, que, diante de uma coisa inédita,
mantém a prudência. Assim, à luz de Deus, ela avalia tudo e decide.
Ação do
Espírito Santo – O Espírito reveste a vida de Maria, tornando-a
idônea para a sua missão: Ele o fez na Anunciação e no Cenáculo. Logo, Maria se
reveste do Espírito, graças ao qual e em quem tudo se torna possível.
“Eis-me
aqui” de Maria – O “Fiat” de Maria transforma a humilde casa da “sua”
vida em Casa de Deus, tornando-se Tabernáculo do Santíssimo Jesus. Era
suficiente um simples “Eis-me aqui”, apenas um sinal de disponibilidade para
confiar na ação do Espírito. Desta forma, Deus entrou na história, aceitando
tornar-se história na vida de todos os que disseram e continuarão a dizer seu “Eis-me
aqui”!
Atitudes de
Maria – A primeira atitude de Maria foi acreditar, confiar e entregar-se a
Deus, na certeza de que nada é impossível para Ele. Deus não teme o período da
perplexidade, reflexão, compreensão. Deus não obriga a liberdade, mas educa à
liberdade, para que cada um possa dizer seu “Eis-me aqui”.
A sua segunda atitude foi a de aceitar participar do tempo de Deus e dos seus ritmos. Os tempos de Deus requerem tempo, descer em profundidade. Deus pede um “sim” mas também para entrar no seu “ritmo” e no seu “tempo”: um tempo que não é, simplesmente, deixar passar as horas, mas o tempo de Deus, ou seja, um tempo oportuno e total, um tempo de oportunidades e de graça.
Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/feriados-liturgicos/anunciacao-do-senhor-.html
“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus.” (cf. Lc 1,31)
A sua segunda atitude foi a de aceitar participar do tempo de Deus e dos seus ritmos. Os tempos de Deus requerem tempo, descer em profundidade. Deus pede um “sim” mas também para entrar no seu “ritmo” e no seu “tempo”: um tempo que não é, simplesmente, deixar passar as horas, mas o tempo de Deus, ou seja, um tempo oportuno e total, um tempo de oportunidades e de graça.

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