segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Tempo de ipês


[Imagem Google]

E se...


Roberto morreu


Pai, mãe, amores,
Parentes, amigos e desafetos...
Tantos se foram em dores!
Não os tenho mais por perto.

          Nunca enterrei meus mortos.

Sandra Medina Costa

domingo, 29 de dezembro de 2013

A Cura II - Peço a oração de vocês

Pai Santíssimo,
rogo a Vós pelo Roberto, pai de meu filho, que está enfermo e na UTI do Hospital Municipal de Contagem.
Suplico-vos, meu Deus, que envieis vossos anjos sobre ele a ministrar-lhe bênçãos, bênçãos que lhe tragam a cura, saúde, libertação de todo e qualquer mal.
Pai Amado, agradeço pois sei que estais me ouvindo e agindo em favor dele neste momento..
A Vós, toda a honra, graça e glória.
Amém.

sábado, 28 de dezembro de 2013

A Cura


A cura começa
no desejo de se curar.
O perdão,
no gesto inicial de perdoar a si mesmo.
Assim como o amor,
pra ser forte,
exige o desapego.
É difícil, isso é fato.
Só se trata do primeiro passo.

Sandra Medina Costa

[Imagem Google]

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

E o Verbo se fez carne...


“E o Verbo se fez carne
e habitou entre nós”
e desatou os nós
daqueles que O acolheram
como
Caminho,
          Verdade,
                    Vida,
pois logo compreenderam
que era esse o sagrado segredo
para se chegar
ao Pai.


Sandra Medina Costa

[Imagem Google]
Essa imagem não é do Google, é de Gustavo Santana, o quadro chama Mestre Universal 2012

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal

Natal

Advento.
Advir.

          Há de vir
          o vento sagrado
          pelo Espírito Santo soprado –
suave brisa
de amor e vida.

Basta fechar os olhos
e sentir...
Ele – nosso Deus,
          há de vir!

Pelas janelas da alma,
o cristão
          há de ver,
          há de sentir
                    a contemplação
                    no olhar do outro
                    o irmão.

O irmão
          ad junto
O irmão
          ad vento
O irmão
          ad verbo
a se fazer carne
e habitar entre nós.

Milagre?
Abre tua janela,
vê o vento que sopra lá fora
e, humilde, implora
a Deus Pai que cure teus olhos agora.
E o milagre acontece!
Já é, então, Natal.


Sandra Medina Costa

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

sábado, 21 de dezembro de 2013

SE...


Se você,
ao voltar ao passado,
recordar-se do ritual lá de casa:
          A procura de um bom galho seco,
          Cobrir de algodão cada galhinho,
          Pendurar com cuidado as bolas de vidro e o papai Noel,
          e, para finalizar, jogar as estrelinhas brilhantes e coloridas
          sobre a árvore enfeitada,
e essa lembrança emocionar você...

Se,
          Ao contemplar seus filhos,
          netos ou qualquer criança um dia amada,
          e isso lhe trouxer a lembrança
          da criança adormecida dentro de você,
e isso transportar você para um saudoso tempo de pureza e inocência...

Se você,
          Com a bênção do Espírito Santo,
          Ainda ora a Deus
          Pedindo por cada um de nós
          E pela harmonia e equilíbrio em nossa família,
então ainda existe uma esperança
de acreditarmos na importância
do Menino Jesus,
no brilho da estrela cadente,
anunciando sua Luz,
          no Papai Noel que sonhamos,
          esperamos
          e que agora somos.

É hora de preparar
A festa no interior de si mesmo.
          Deus aí está,
          Esperando a porta se abrir,
          Pois Ele é o convidado de honra

          para a festa de si mesmo – seu Filho Jesus.

Sandra Medina Costa

[Imagem Google]

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Um pouco de Rubem Alves


Criar! A criatividade é manifestação de um impulso que mora na alma humana. É isso que nos distingue dos animais. Os animais estão felizes no mundo, do jeito como ele é. Há milhares de anos a abelhas fazem colmeias do mesmo jeito, os pintassilgos cantam o mesmo canto, as aranhas fazem teias idênticas, os caramujos produzem as mesmas conchas espiraladas. Não criam nada de novo. Não precisam. Estão felizes com o que são. O que não acontece conosco. Somos essencialmente insatisfeitos e curiosos. Albert Camus disse que somos os únicos animais que se recusam a ser o que são. A gente quer mudar tudo. Inventamos jardins, inventamos casas, inventamos culinária, inventamos música, inventamos brinquedos, inventamos ferramentas e máquinas. Michelangelo inventou a "Pietà", Rodin inventou o "Beijo", Beethoven inventou a "9ª Sinfonia".
Como é que a criatividade acontece? É preciso, em primeiro lugar, que haja algo que nos incomoda. Por que é que a ostra faz pérola? Porque, por acidente, um grão de areia entrou dentro de sua carne mole. O grão de areia incomoda. Aí, para acabar com o sofrimento, ela faz uma bolinha bem lisa em torno do grão de areia áspero. Desta forma ela deixa de sofrer. Aprenda isso: "Ostra feliz não faz pérola". Isso vale para nós. As pessoas felizes nunca criaram nada. Elas não precisam criar. Elas simplesmente gozam a sua felicidade. Bem disse Octávio Paz: "Coisas e palavras sangram pela mesma ferida". Toda criatividade é um sangramento.
Como é que a criatividade se inicia? Já disse: inicia-se com um sofrimento. O sofrimento nos faz pensar. Pensamento não é uma coisa. O pensamento se faz com algo que não existe: ideias. Ideias são entidades espirituais. O espiritual é um espaço dentro do corpo onde coisas que não existem, existem. A Pietà, antes de existir como escultura, existiu como pensamento, espírito, dentro do corpo do Michelangelo. O "Beijo", antes de existir como objeto de arte, existiu como espírito, dentro do corpo de Rodin. A 9ª Sinfonia, antes de existir como peça musical que se pode ouvir, existiu como espírito, dentro da cabeça de Beethoven.
O espírito não se conforma em ser sempre espírito. Que mulher ficaria feliz com a ideia de um filho? Ela não quer a ideia de um filho, coisa linda. É linda - mas enquanto espírito, só dá infelicidade. A mulher quer que a ideia de um filho - sentida por ela como desejo e nostalgia - se transforme num filho de verdade. Por isso ela quer ficar grávida. Quando o filho nasce, aí ela experimenta a felicidade.
Uma ideia que deseja se transformar em coisa tem o nome de "sonho". O sonho deseja transformar-se em matéria. A "espiritualidade" do espírito está precisamente nisso: o desejo e o trabalho para fazer com que aquilo que existe apenas dentro da gente (e que, portanto, só pode ser conhecido pela gente), se transforme numa coisa, que pode então ser gozada por muitos. A espiritualidade busca comunhão. Hegel dava a esses objetos, produtos da criatividade, o nome de "objetivações do espírito". O caminho do espírito é esse: da espiritualidade pura e individual, para a coisa, objeto que existe no mundo, para deleite e uso de muitos. Os objetos, assim, são o espírito tornado sensível, audível, visível, usável, gozável. Uma canção só existe quando cantada. Um quadro só existe quando visto. Uma comida só existe quando comida. Um brinquedo só existe quando brincado. Um filho só existe quando parido. O espírito tem nostalgia pela matéria.
Ele deseja fazer amor com a matéria. E quando espírito e matéria fazem amor, nasce a beleza. Deus não se contentou em sonhar o Paraíso. Se o sonho do Paraíso lhe tivesse dado felicidade ele teria continuado apenas sonhando o Paraíso. Deus não se contentou em sonhar o homem. Se o sonho do homem lhe tivesse dado felicidade ele teria continuado sonhando o homem. Mas ele (ou ela) só se deu por completo quando se transformou em homem: "... e o Verbo (sonho) se fez carne (corpo)". O espírito quer descer, mergulhar...
Tão diferente daqueles que pensam que espiritualidade é o espírito se despegando da matéria, o corpo morrendo para ser só espírito, sem carne e sem sentidos, como se o material fosse doença, coisa inferior. Beethoven por acaso acharia que os instrumentos da orquestra são coisa inferior? Mas como? Sem eles a 9ª sinfonia nunca seria ouvida! Nesse caso ele ficaria feliz com a sua surdez, porque então a 9ª sinfonia permaneceria para sempre espírito puro!

Rubem Alves

[Imagem Google]

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Ave, Marias...


Ave, Marias,
prenhes de sonhos,
ávidas de desejo,
Deus é convosco.
Sois “bene”, sois “ditas” Maria!
Sois Marias bem ditas
entre todos os outros nomes.

Abençoados sejam os frutos
que destes ao mundo!
Roguemos a Deus
que envie Seus anjos a derramarem bênçãos sobre eles.

Agora e sempre.

Assim seja.


Sandra Medina Costa

[Imagem Google]

sábado, 14 de dezembro de 2013

O Espelho


Descobri que nunca me verei. Por mais espelhos que existam, por melhor que meus olhos sejam, nunca me verei por mim mesma.
No espelho contemplarei minha face invertida.
Descobri que nunca me verei e isso me assusta!
Percebo, então, a sutileza da sabedoria divina: deu-me olhos, fez-me enxergar, entretanto só posso ver-me, verdadeiramente, através do olhar do outro.
O outro é meu espelho, aquele que me mostra quem sou, como sou, porque sou.
Mesmo “digerindo” com alguma dificuldade essa descoberta, não há como contestar: eu me reflito inteira nesse “espelho”, minhas luzes, minhas trevas.
Vou descobrindo, aos poucos, porque amo o que amo. Amo o que de mim há no outro e que reflete minha luz. Igualmente, rejeito o que há de escuridão ali refletido.
Preciso ter maior clareza disso, para não incorrer no risco de tentar dissipar as trevas no outro, não as reconhecendo quando forem minhas.
Quero a Luz. Sempre.
Quero ser luz.
Quero me ver luz.

Sandra Medina Costa

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Serenou


Serenou no meu caminho
Talvez garoasse
Chuva mansa, chuva fina...
Serenou de mansinho

Serenou meu caminho
(Talvez chovesse à tarde)
Leveza na alma,
Coração em prece.
Sereno de manhãzinha.

Sandra Medina Costa

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Criança gosta de...


Criança gosta de...
Surpresa boa de ver
Surpresa gostosa de provar
Surpresa macia de sentir
Surpresa agradável de ouvir

Conheci, um dia, um menino
Que se escondia no quartinho
Pelo prazer de ouvir ao longe
A voz da mãe que chamava
O seu nome com carinho.

(Já sentiu o gosto bom que tem a voz da mãe da gente?)

Surpresa de pai que chega
Para matar a saudade...
Surpresa do amor que volta
Trazendo felicidade.

(Já provou do cheiro bom que tem o abraço do pai da gente?)

Sorvete de flocos
Carrinho de rolimã
Pipoca quentinha
Brinquedinhos da irmã

Espinho no pé
Pé de laranja
Pipa de folha de caderno
Cabelo com franja

Chocolate quente
Roda-gigante
Bolinha de gude
Escada-rolante

Flores e formigas
Picolé de limão
Brincadeira de roda
Escorregão

(Já viu quanta coisa boa tem a infância da gente?)

Anjo da guarda
Animal de estimação
Vó e Vô
Boneca de pano
Tia que vem de longe
Pai e Mãe

(Já ouviu as declarações de amor eterno escondidas nos olhos que olham a gente?)



Sandra Medina Costa

domingo, 8 de dezembro de 2013

sábado, 7 de dezembro de 2013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

QUE É DO ADVENTO?!


Que é do Advento?!
Se lá fora, penso,
subumanamente
há monturos de gente
que nas calçadas dormem
ao relento?
Que é do Advento?!

Surpresa! Vão inaugurar
as luzes natalinas
para enfeitar a cidade!
Que maldade!
Agora eles à mostra ficarão,
aqueles que sob marquises dormem,
espantando os olhares de então.

Mas a menina só queria
ver as luzes que enfeitam a cidade,
e não quem está ao relento...
Que é do Advento?!


Sandra Medina Costa

[Imagem Google]

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Que todas as dores virem sorrisos!


[Imagem Google]

O mundo é um romance infinito


O mundo é um romance infinito - Menino austríaco recebendo sapatos novos durante a Segunda Guerra Mundial
Fonte: site OBVIOUS

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Smak!!


Quantos Gritos II


INTROITO:

Quantos gritos,
Perguntavam-me,
Cabem em teu silêncio?

Silêncio mesmo é a resposta
Plenitude perene
No vazio fértil.

Da virtude posta.

Vértice salubre, de nuances
Curvilíneas letras,
Não ditas, mas à mostra

De nada estéril
Da virtude posta

Deslizantes sílabas
Ao vagueio abismo
Do nada fecundo

De nada estéril
Da virtude Posta
O criativo silêncio

Nas palavras indizentes
Fuga das mentiras conscientes
Verdade! Qual seja ela.

De nada estéril
Da virtude posta
O criativo silêncio
A verdade mostra

Frederico Rosa

Contagem, 03 de dez. 2013

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Quantos gritos


Quantos gritos cabem
nesse teu silêncio?
Volta e meia fico
a me perguntar.
Vem você e responde:
“Só o suficiente
pra não emudecer
esse meu olhar.”

Quanto desse teu silêncio
sussurra desconcertante
verdades ainda não ditas,
meias mentiras (quem  sabe?),
segredos próprios de amantes.

“De amantes, não, diamantes!
Mentiras inteiras talvez.
Sussurros do meu silêncio
exalam do pensamento,
mas o olhar desnudo fala.”
Mudez.


Sandra Medina Costa

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Quando me disseram


"Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo."
Sigmund Freud

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O homem


"O homem é dono do que cala e escravo do que fala."

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

A oração de DEZEMBRO


Neste iluminado dezembro, último mês do ano, especialmente oramos pelas crianças que, além de sofrer toda forma de violência, são vítimas de abandono. Que elas sejam resgatadas e encontrem o amor e proteção que lhes são devidos. Delas é o reino dos céus.
Bondoso Pai, pelo espírito natalino que ora nos envolve, a vós apresentamos ainda nossas mais íntimas petições:
Que os cristãos se unam em oração pela paz na terra e pelo respeito às crianças e aos jovens, para que se façam mensageiros do Evangelho e a sua dignidade seja respeitada e preservada de toda violência e exploração;
Que através do conhecimento e do respeito mútuo, mostremos ao mundo a premente necessidade de que todos os povos cresçam na concórdia e na paz;
Que os cristãos, iluminados pela luz do Verbo Encarnado, preparem a humanidade para a vinda do Salvador.
Amém.

Sandra Medina Costa

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Transformar o mundo


Amor ou Medo?


Dor dilacerante
Que corrói a alma da gente...
Será amor ou medo, essa dor
Que ainda não querendo a gente sente?!...

Sandra Medina Costa

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Eis o mistério ...


Fazer-se de forte, quando se está fraco.
Mostrar-se com vida, quando se está à morte.
Parecer alegre, quando a vontade é diluir-se em pranto. 

            Eis o mistério da dor...
            Eis o mistério da fé...
            Eis o mistério do amor... 
 
Sandra Medina Costa
 
[Imagem Google]

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

domingo, 24 de novembro de 2013

Prece-poema na aflição


 
Fazei-me sentir, logo,
vossa bondade, Senhor!
Ando confuso e aflito,
sedento por vosso amor.
Sofro, choro feito criança,
mas ponho em vós minha confiança.
 
Mostrai-me o caminho que devo
seguir firme, em paz e em calma,
porque é unicamente para vós
que se eleva a minha alma.
Livrai-me de meus inimigos,
pois só vós sois meu abrigo.

Vossa resposta suave
meu coração já alcança,
porque é em vós, meu Pai, que ponho
minha fé, minha esperança.
Ensinai-me a fazer vossa vontade,
instruí-me vosso Espírito de bondade.

Acolhei-me! Sois o meu Deus
que cura, salva e liberta
de todos os problemas que surgem
nesta jornada incerta.
Por vosso amor e carinho,
conduzi-me pelo reto caminho.

Amém.

Sandra Medina Costa