terça-feira, 23 de junho de 2009

Tesouro nas mãos


“Quando se crê em Deus,
não há cotidiano sem milagres.”
(Nikos Kazantzakis)

Isabel Cristina, assim como todos os bebês, nascera divinamente com as mãozinhas fechadas. Trazia ali todas as bênçãos que o Senhor lhe encarregara de distribuir quando aqui chegasse.
A sua mãe, sempre intrigada com aquelas mãozinhas tão meigas e fechadinhas, acariciava-as, puxava-lhe os dedinhos e dizia à Isabel Cristina com carinho:
- Que lindas mãozinhas, minha filhinha! Parecem duas conchinhas! O que elas tem de tão precioso, que seguras tão veemente?
E a menina sorria, pois sabia do grande tesouro que consigo trazia. Ela esperava ansiosa que sua mãe amorosa logo o descobrisse. Para isso, a mãe de Isabel Cristina, assim como todas as mães do mundo, teria que fazer um gesto mágico...
Numa bela manhã de sol, a mãe tomou nos braços a menina e, de novo, falou:
- Que lindas mãozinhas, minha filhinha! O que de tão precioso tem, que seguras assim tão firme, meu bem?
Dito isto, acariciou-lhe de novo as mãozinhas, puxando-lhe os dedinhos e naquelas macias “conchinhas” depositou doces beijinhos! E o milagre, então, aconteceu! Milhares de bênçãos inundaram o quarto, a casa, a família, os amigos, o mundo...
Hoje Isabel Cristina, aquela doce menina, cresceu, virou gente grande, não se lembra mais desta história. Casou-se e tem um filho amado – Saulo. Ela não entende porque, todas as manhãs, beija-lhe as mãos carinhosamente e se sente como se atendesse aos apelos do coração.
(...)
Ainda existe muita gente por aí, levando a vida com os punhos cerrados, sem estender a mão ao próximo, indiferentes aos apelos de amor e de fraternidade. Não receberam o gesto mágico de seus pais quando nasceram, e o tesouro se perdeu. Não receberam os doces e mágicos beijos em suas mãos, que libertariam o grande tesouro: as bênçãos que o Senhor lhes encarregou de distribuir ao mundo.

Sandra Medina Costa


[imagem da web]

2 comentários:

GUERREIRA disse...

amei amiga para Deus nnão há impossiveis

bjk

filha de rosa com pescador disse...

Olá, amiga Guerreira!
Concordo com você!
Um abração!