segunda-feira, 25 de maio de 2009

Domingo de surpresas


Feriado no domingo. (sete de setembro...)
Saí do Barreiro
e fui para Bernardo Monteiro
encontrar meus irmãos,
passar uns dias.
Fomos para a casa da Sônia.
Só o Chiquito não apareceu.
Dia muito especial.
Tocar violão.
Cantar como antes.
Alegria.
Aniversário de Lia.
Surpresa do dia:
o aparecimento de um esquilo no quintal,
subindo nas árvores,
certamente à procura de alimento.
Foi um alvoroço geral!
Alegria da criançada
e das “crianças” grandes também.
Havia algumas amoras, romãs
e também umas poucas mangas nas árvores.
E o esquilinho saltava entre os galhos
com tamanha agilidade
que encantava a todos
nós da maior e da melhor idade.
E o equilíbrio nos galhinhos finos?
Deve ter se assustado
com tanta gente e tanto barulho...
Gritos a cada aparição,
a cada salto de uma árvore a outra,
risos, sorrisos,
olhares brilhantes e inquietos à procura do esquilo.
Meu Deus! De onde viera? Estaria perdido? Haveria mais esquilos por ali?
Correria.
Todo mundo queria ver o bichinho
que “roubara” a cena naquele domingo.
Que coisa mais linda! Presente dos céus!
Beatriz em meu colo...
Carregar minha sobrinha-neta no colo foi outra bênção.
Mais tarde, ela me deu algumas lições, digamos,
de determinação, persistência, alegria e fé.
Na sala, eu sentada no chão assistindo um filme.
Ela se aproximou e estendeu-me um DVD,
dizendo uma frase que eu não compreendia,
pois ela estava com o bico na boca.
Pedi que tirasse o bico
e me dissesse o que queria.
E a frase ela insistentemente repetia.
Tive a impressão de que ela dizia algo como
“Coloca o DVD da Aline Barros!”, mas duvidei.
“É impossível que ela saiba quem seja essa cantora,
talvez queira apenas que eu troque o filme”, pensei.
Quando sentiu a demora em ser atendida,
não se fez de rogada, foi atrevida.
Encaminhou-se decidida
rumo ao aparelho para ela mesma resolver a questão.
“Por acaso você está querendo que eu coloque o DVD da Aline Barros?”, perguntei.
Qual não foi minha surpresa ao ver sua alegria,
abrindo aquele sorriso e entregando-me o filme.
E ficamos ali: eu, ela e a Júlia, sua irmã,
assistindo alegres aos clipes das músicas.
Elas dançaram o tempo todo.
Para completar, Beatriz,
ao me ver suspender os braços espreguiçando,
achou que eu estava tentando dançar
e imediatamente passou a me ensinar os passinhos,
como eu deveria balançar os braços,
essas coisas...
Foi muito bom!
Coisas de crianças.
Crianças se entendem. Eu havia me esquecido disso.

Sandra Medina Costa


2 comentários:

GUERREIRA disse...

entao..adorei a supresa de domingo. é sua vida ou sua poesia::?
bjk

filha de rosa com pescador disse...

Oi, amiga! É a vida! É bonita, é bonita e é bonita! Às vezes, quando a gente está bem, a vida fica assim, cheia de poesia e encantamento.
Que bom que você gostou!
Abraços.